Respeita as Mina

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Palavra de Irene: "ESTÁ FALTANDO ÁGUA, SAAE...!"

SEM ÁGUA! É assim que a população de Valença vem se encontrando neste verão, as residências recebem suas faturas regularmente e no mesmo valor ou mais alta que o de costume, enquanto que o líquido precioso some das torneiras deixando a cidade em estado de calamidade.

Como é que a gente pode chamar essa instituição? Autarquia sem compromisso, pois, não é possível que com tanta chuva caindo do céu não haja água nos reservatórios para ser distribuída às residências, que recebem as suas contas religiosamente. E nem pense em refutar meu falar, alegando que quebrou um cano na rota principal de distribuição de água, pois este é um problema crônico do SAAE, quebra dos canos. A cada dois metros de rua existe uma tubulação de água estourada, e sabe por quê? Porque o material usado na tubulação ainda é de mil novecentos e rascunho da Bíblia, ou seja, a tecnologia não chega ao SAAE. A tubulação de Valença, em boa parte, ainda é de amianto. Mas, alguém sabe me explicar por quê? Brincadeirinha, não precisa! É só você pensar, a taxa de água aumenta vertiginosamente e o SAAE não tem dinheiro para trocar a tubulação. O que falta na administração?

Aonde vamos parar? Aqui mesmo onde nós estamos, dois dias sem água, os tanques não conseguem encher, roupa sem lavar, tem gente que tem que almoçar nos restaurantes por falta d’água até para cozinhar. Se avançarmos para pior que isso, retrocederemos aos tempos em que se consumia água de cacimba; neste mês tem gente usando, quem tem uma cacimba está bem na fita. E a responsabilidade da Prefeitura? Já que o SAAE é uma sociedade de economia mista atrelada ao Poder Público Municipal. A Prefeitura investe dinheiro ou tira lucro do SAAE? Ah, na rua tem um outdoor informando que o município vai investir uma valiosa grana na instituição para trocar a tubulação de amianto por PVC, mas, quando será? O fato é que os tais incidentes com as tubulações causam grande transtorno à população, mas isso, no momento é apenas uma justificativa para aplacar a vergonhosa falta d’água, que ocorre todo verão e que neste ano está bem pior. Eu, pessoalmente, tenho a desconfiança que o problema da falta d’água é puramente técnico, sou capaz de apostar R$ 1,00 (um real) que o que falta mesmo são os produtos de tratamento da água nos reservatórios de distribuição do SAAE. Aí fica tudo emperrado, água sem tratamento não pode ser distribuída. Pessoas, isso é só intuição feminina, sabe como é. E você, o que pensa sobre isso? Podemos ficar calados com a prestação de serviços que não nos atende? É justo pagar todo mês por um produto que recebemos parcamente? O que podemos exigir do SAAE? Simples, vamos dizer ao SAAE que... 

Este estado de fragilidade tem que se acabar. O consumidor valenciano tem que receber o produto pelo qual paga, não podemos almoçar fora por falta de água para cozinhar; não podemos ficar com nossas casas, roupas e corpos sujos porque o serviço que nós pagamos não nos serve a contento. A Prefeitura, parte pública desta sociedade, precisa tomar providências no sentido de investir, se for o caso, no tratamento de água, porque o líquido existe nos reservatórios, agora, o porquê não está chegando de forma abundante nas residências é um mistério, que nem precisa ser esclarecido, só precisa ser re-sol-vi-do. Então, seu diretor do SAAE, Prefeitura de Valença, eu e a torcida de todos os times residentes em Valença estamos sem água AINDA, portanto, regularizem esse fornecimento, não estamos pedindo favor, nós pagamos um produto e queremos recebê-lo. 
(Irene Dóres)

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