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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Redes Sociais e internet para todos em pauta no I Seminário de Comunicação da CUT-BA

No I Seminário de Comunicação da CUT-BA foi realizada uma mesa sobre Banda Larga e Internet para Todos e Papel das Redes Sociais, com palestras da assessora da CUT Nacional, Paula Brandão e do representante do Coletivo Intervozes, Pedro Caribé. Em seguida, uma mesa temática abordou o uso das ferramentas da internet para a comunicação sindical, a mídia e a criminalização dos movimentos sociais e o Conselho estadual de Comunicação, com a participação da jornalista Ana Carolina Westrup, da Agência Voz, de Sergipe.

A assessora da CUT Nacional, Paula Brandão falou sobre o Plano Nacional de Comunicação da CUT, que foi implantado no ano passado com resultados positivos em todo o país. Ela reafirmou a importância das redes sociais nesse processo, com a inserção da CUT em espaços como Facebook, Orkut, Twitter, entre outros.

Paula destacou que as ações da CUT em comunicação fazem parte da disputa de hegemonia e a necessidade de que os dirigentes sindicais se apoderem dessas ferramentas, articulando nacionalmente ramos, frentes e estados. “É preciso desenvolver o hábito de postar nas redes sociais o que acontece no movimento sindical. A comunicação é uma via de mão dupla, um vai e vem constante de informação”, disse.

Em relação à banda larga, Pedro Caribé fez duras críticas às empresas de telefonia que atuam no país, bem como à forma como o governo federal tem tratado a questão. “As empresas querem subsídios para que a banda larga chegue à população nos locais de mais difícil acesso. Enquanto isso, se expandem largamente onde já existe a infra-estrutura e lucram muito. É uma trambicagem”, sentenciou.

Caribé traçou ainda um panorama histórico sobre os avanços tecnológicos no campo da comunicação nas últimas décadas. Para ele, os países ricos e suas multinacionais se utilizaram de seus conhecimentos acerca das novas tecnologias para obter lucros diante do impacto dessas tecnologias no cotidiano das pessoas.

A forma como se deu a privatização no setor de Comunicação no Brasil foi um dos assuntos abordados por Caribé. Ele questionou o sucateamento da infra-estrutura que até a década de 90 era pública e abrangia um parque tecnológico tido como referência. Outra crítica foi relacionada ao serviço de telefonia fixa e as altas tarifas.

Sobre a criminalização dos movimentos sociais, a jornalista Ana Carolina Westrup, da Agência Voz, de Sergipe, fez uma análise sobre a grande imprensa no Brasil e o que ela representa. Para ela, é preciso que os movimentos sociais estejam preparados para um embate com os setores conservadores, para que os trabalhadores tenham vez e voz.

Após a realização da mesa temática, o I Seminário de Comunicação da CUT-BA apresentou as seguintes proposições:

Eixo 01: Uso das ferramentas da internet para a comunicação sindical
Propostas:
- Ampliar a inserção de dirigentes e militantes da base sindical da CUT nas redes sociais do Portal da CUT;
- Participação da proposta de Reformulação do Conexão Sindical;
- Aumentar a retransmissão e indicação dos conteúdos da TV e Rádio CUT;
- Incentivar a produção de conteúdos locais para serem postados nas mídias sindicais;
- Articulação entre Formação e Comunicação para capacitar os atores sociais da Rede CUT e entidades parceiras;

Eixo 02: Conselho Estadual de Comunicação
Propostas:
- Divulgar a posse do Conselho Estadual de Comunicação e o papel decisivo dos movimentos sociais na construção desse espaço político-institucional, ao longo dos últimos anos;
- Participar na construção da minuta do regimento interno do Conselho, garantido que as posições e propostas dos movimentos sociais tenham peso nas deliberações do Conselho;
- Participar ativamente da elaboração do Plano Estadual de Comunicação;
- Acompanhar e monitorar a implementação das ações do Plano de Comunicação pelo Governo Estadual;
- Qualificar a organização e intervenção dos atores do campo CUTista no Conselho Estadual de Comunicação;
- Identificar parcerias que potencializem a atuação dos movimentos sociais no Conselho Estadual;
- Construir espaços para socialização dos acúmulos políticos e teóricos dos movimentos sociais para fortalecer o seu papel no Conselho, bem como estimular o debate em nível nacional;
- Atuar na construção do Marco Regulatório das Comunicações em debate.

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