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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

JOGO BENEFICENTE - Super Desafio de Neymar atrai fãs do craque a Pituaçu

Neymar e Marta juntos em campo no estádio de Pituaçu



Quem foi a Pituaçu acompanhar o Superclássico de Natal não se arrependeu: viu o desfile de estrelas no gramado e um jogo movimentado, com dez gols (assista os principais lances da partida aqui na A TARDE TV). Melhor para a equipe dos Amigos de Neymar, que venceu a Seleção Baiana por 6 a 4. Mas nem todo mundo que foi ao estádio estava interessado exatamente em futebol. As neymarzetes queriam mesmo ver o astro santista de qualquer jeito.

Os gritos pareciam contagiosos. Bastava uma menina, sem razão aparente, gritar o nome de Neymar, que as demais seguiam, em coro, a tentativa de chamar a atenção do jogador.

As fãs estavam por toda a parte. Algumas, como a estudante Bruna Oliveira, de 16 anos, exageram: “Vou pular o alambrado. Vou ter 15 minutos de fama e abraçar meu ídolo... Que polícia nada!”. Felizmente não cumpriu a promessa e ficou na arquibancada.

Dizer quem é mais fã de Neymar ou mesmo quem grita mais alto é difícil, mas quem fez maior sacrifício para chegar perto do ídolo, nem tanto. A estudante Daiane de Jesus Oliveira, de 13 anos, virou fã de Neymar no ano passado depois de assistir a um jogo do Santos, pela televisão, em casa.

Torcedora do Bahia, ela até veste a camisa do Peixe por amor ao jogador. Por quê? “Ah, é o sorriso, o jeito de jogar... Sou Neymar Futebol Clube”, resumiu a estudante.
A empolgação por ver Neymar esconde do rosto de Daiane o drama pelo qual passou há três anos. Quando brincava na varanda de casa, no Campo do Águia, Bairro do Retiro, um motorista alcoolizado a atropelou. O acidente resultou na amputação da sua perna direita.

Nem a dificuldade de locomoção a impediu de voltar a um estádio depois de três anos: “Antes, sempre ia ao estádio, mas, depois do acidente, parei. Essa é a primeira vez depois do que aconteceu”, disse a estudante, revelando que pegou “vários ônibus” do Retiro até Pituaçu.

Além de acompanhar da arquibancada, Daiane queria mais. Ao final do jogo, desceu as escadas que levam até o campo e ficou em frente aos vestiários aguardando um autógrafo. A concorrência era grande. Todas as demais fãs desejavam o mesmo. Poucas conseguiram.

Mesmo dando toda a volta no vestiário até o local da saída dos jogadores, a assinatura desejada não foi conseguida. “Não deu. Não estão deixando entrar”, disse Daiane. Aos prantos, restou-lhe o consolo do ombro da mãe Celeste Oliveira.

Solidariedade - Jogo de dez gols, mesmo festivo, é sempre bom. Nesse caso, cada bola que sacudiu a rede fez mais do que alegrar a galera presente em Pituaçu. Para cada gol feito ontem, a organização do evento doou dez cestas básicas para as Voluntárias Sociais do Estado. Como foram dez gols marcados, a instituição receberá 100 volumes com alimentos, que serão destinados a instituições carentes.
(A Tarde)

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