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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ADEUS, BRASÍÍÍÍÍÍÍLIA...! Presidente começa a debater mudanças no primeiro escalão do governo federal, incluindo fusão de algumas pastas e discute com o PMDB a redução de 38 para 28 ministérios

"Se isso se concretizar em 13/14 meses de governo, Dilma teria mexido em 16 ministros"



Com seis demissões de ministros já no seu primeiro ano de governo e diante da possibilidade de ter de exonerar o sétimo (Carlos Lupi), a presidente Dilma Rousseff poderá ser obrigada a fazer uma reforma ministerial menos ampla do que pretendia em janeiro. A margem de manobra de Dilma para contentar os atuais aliados tende a ser ainda menor diante da possível incorporação ao primeiro escalão do recém-criado PSD e da intenção da presidente de extinguir algumas pastas. Estariam na mira desse enxugamento administrativo os ministérios da Pesca e dos Portos e outras secretarias com status de ministério, que podem ser incorporadas a pastas maiores.
As seis trocas efetuadas até o momento diminuíram as opções para Dilma fazer mudanças mais significativas. Até mesmo porque vários dos nomes que deixaram o governo já eram citados anteriormente como fortes candidatos a saírem na reforma ministerial. Inicialmente, o objetivo da presidente era reduzir o poder dos “feudos” partidários na Esplanada. Mas, obrigada a demitir ministros envolvidos em escândalos, a presidente optou por substituí-los por integrantes dos mesmos partidos dos antecessores. E, assim, acabou mantendo os “feudos” que pretendia diminuir.

Na nova geografia da Esplanada dos Ministérios, explicou um auxiliar direto da presidente, Dilma não irá desconsiderar a relação de força entre os partidos aliados. Dentro dessa lógica, será avaliado o grau de fidelidade das legendas nas votações em 2011 no Congresso como um critério objetivo para as substituições.

Antes mesmo de Dilma iniciar as negociações, já há lobby de partidos, principalmente do PT e do PMDB, para ocupar espaços e indicar nomes. Os petistas pressionam pela indicação da senadora Marta Suplicy (PT-SP) para um ministério de visibilidade, depois que ela desistiu da pré-candidatura à prefeitura de São Paulo em favor de Haddad.

Um fator novo que será avaliado é o espaço do PSD no governo, o novo partido que já tem a terceira maior bancada na Câmara. Apesar de o prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ter afirmado que a sigla é independente, há o reconhecimento no Planalto que será preciso contemplar a nova legenda, que age no Congresso como partido governista.

Estariam na mira desse enxugamento administrativo ministérios e secretarias com status de ministério, que podem ser incorporadas a pastas maiores, além dessas teias de aranha, sairão dos seus respectivos cargos os ministros: 1- Carlos Lupi (PDT) do (Trabalho), 2 - Mário Negromonte (PP),das (Cidades), 3- Fernando Hadad, da (Educação), 4- Afonso Florence, do (Desenvol­­­vimento Agrário), que têm tido desempenho fraco na avaliação da presidente, 5- Ana de Hollanda, da (Cultura) , Ana tem sido alvo do “fogo amigo” dentro do governo, além de 6 - Fer­­nando Bezerra Coelho, da (Integração Nacional) que disputará a prefeitura de Recife (PE) já o Ministério da (Pesca) ocupado por 7 - Luiz Sérgio pode ser incorporado ao da (Agricultura); e, o de (Portos) ocupado por 8 - Leônidas Cristino, ao dos (Transportes). Na contramão das fusões, a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, deve assumir a nova Secretaria da Micro e Pequena Empresa, em 2012. Projeto de lei que cria a secretaria – com status de ministério e subordinada à Presidência – foi enviado ao Congresso, em março. Trata-se de uma promessa da campanha de Dilma, no ano passado. Além da troca desses ministros, Dilma confidenciou o plano de incorporar o ministério de (Políticas para as Mulheres) 9 - Iriny Lopes que disputará a prefeitura de Vitória (ES) no guarda-chuva do Ministério dos (Direitos Humanos), dirigido por Maria do Rosário, que também abrigaria (Igualdade Racial) em que sairia 10 - Luiza Bairros.

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