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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

VALENÇA - O CEMITÉRIO DO INFERNO...


Com o perdão da expressão de horror, o local onde os mortos são enterrados em Valença hoje é denominado, por quem precisou visitá-lo, como o verdadeiro “Cemitério do Inferno”. Localizado numa das melhores vistas da cidade – Alto do Campinho – o cemitério de Valença vive atualmente o seu momento de maior desrespeito aos mortos e seus familiares. As áreas reservadas aos enterros dos corpos sofrem com a total falta de manutenção, enquanto o anexo destinado aos velórios está totalmente destruído. Abandono, infiltrações nas paredes, laje e piso são o retrato do descaso. Não tem como velar um ente querido naquele local. A insegurança do prédio, a sujeira, a unidade e o mau cheiro impõem o terror.

Como será o Dia de Finados em Valença!? Com certeza será algo distante da “vida preservada em suas lembranças”. Ali são maltratados todos aqueles que “acreditam no amor após a morte”. Lá, o falecido é desonrado. Será que o prefeito não vê isso!? Será que ele tem mesmo a capacidade de contrariar vivos e mortos!?!?!?

Lê-se num catecismo: “O corpo do homem participa da dignidade da "imagem de Deus". Ele é corpo humano precisamente porque é animado pela alma espiritual, e é a pessoa humana inteira que está destinada a tornar-se, no Corpo de Cristo, o Templo do Espírito. Não é, portanto, lícito ao homem desprezar a vida corporal; ao contrário, deve estimar e honrar seu corpo, porque criado por Deus e destinado à ressurreição no último dia. Daí, os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo”. Menos em Valença da Bahia.

No que, evidentemente, se ouvirá dos gestores públicos que não cuidam da última morada de seus concidadãos: “Os mortos são corpos físicos que têm prazo de validade, como qualquer equipamento que utilizamos. Vencido o prazo de validade, os corpos são abandonados, como qualquer outro equipamento para que seja reciclado, pois na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, como disse Lavoisier”.

Assim estão os mortos de Valença: abandonados como qualquer outro objeto sem valor!

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