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segunda-feira, 11 de abril de 2016

VALENCIANO chega à fase final em concurso de fashion filmes da CHILLI BEANS...

O ABAPORU - CHILLI BEANS FASHION CRUISE FILM
O resultado de uma disciplina na faculdade de jornalismo fez com que o baiano (valenciano) Kelvin Yule ficasse mais atento para o seu potencial fotográfico. "No produto final da matéria Cinema Brasileiro, meu grupo decidiu fazer um curta-metragem. Ninguém tinha conhecimentos estéticos e técnicos. Então, fiquei na direção de tudo e aprendi na prática", lembra.

Esse foi o primeiro passo para uma relação mais próxima com a imagem de moda. Hoje, com apenas 21 anos, ele foi o único representante e morador do Norte/Nordeste a ocupar um lugar na lista dos dez finalistas do Fashion Film Cruise, concurso nacional promovido pela marca Chilli Beans ao lado do Portal Fashion Films e da Dreamakers.

O estilista e consultor de moda Dudu Betholini encabeçou a seleção dos dez melhores produtores de filmes de moda do País. Kelvin estava nesse bojo. Com uma série de editoriais já produzidos na cidade, o fotógrafo baiano partiu para a capital paulista e produziu o seu fashion filme 'O Abaporu'.

Segundo ele, as referências para a produção do vídeo vêm da obra da artista paulista Tarsila do Amaral (1886-1973) e dos impactos causados pela tela no movimento modernista brasileiro. O quadro foi uma das inspirações para que o escritor Oswald de Andrade produzisse o Manifesto Antropófago de 1928.

"Com as cores e texturas do Brasil, o fashion film vem instigar o espectador sobre o conceito de canibalismo cultural. Com um toque da pimenta, os personagens contam uma história sem pudor", descreve.

O vídeo, que já está disponível na página oficial de Kelvin Yule no Facebook, é uma tentativa do fotógrafo de dialogar com uma matriz cultural que abre mão dos seus valores culturais mais ricos para absorver referências externas em busca de legitimação.

"Seguindo a mesma inspiração de Oswald, devoro técnicas importadas, faço uma reelaboração com total autonomia e as converto em produto de exportação. O vídeo O Abaporu também critica parte da sociedade baiana que ainda se submete às culturas do Sul/Sudeste e esquece a importância de suas raízes", reforça.

Potencial Baiano
O fotógrafo comenta que a cena voltada para os profissionais de moda da Bahia ainda é restrita exatamente pelo culto a tudo aquilo que vem de fora. Natural de Valença, ele conta que o mercado de moda local ainda prefere contratar profissionais do Sudeste/Sul, e pagar muito mais, do que incentivar a nova produção. "Isso faz com que seja cada vez mais difícil se manter no cenário. Os novos talentos perdem o interesse".
(A Tarde - Luís Fernando Lisboa)

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