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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Prejuízo com ações da Petrobras leva acionistas à Justiça também no Brasil...

Após as ações judiciais em que é ré no exterior, a Petrobras vai enfrentar nos tribunais brasileiros ações de cobrança por indenizações pelos prejuízos causados com as denúncias de corrupção na cúpula da empresa. No Rio, uma acionista minoritária protocolou nesta terça-feira, 13, ação na qual questiona a União e a Petrobras pelas perdas acumuladas com a queda na cotação das ações da estatal.

Em Porto Alegre, pelo menos seis minoritários vão mover ações indenizatórias contra a União e a Petrobras para tentar recuperar o prejuízo com o investimento. Na ação apresentada pela acionista do Rio, a presidente Dilma Rousseff é responsabilizada pela “omissão” com desvios de recursos e por ter agido de forma “conivente” com a corrupção na Petrobras.

A acionista estima em R$ 150 mil os custos fiscais do processo, e pede indenização pelos prejuízos com os 6 mil papéis adquiridos da companhia. De acordo com a petição, os valores poderão ser definidos pelo juiz com base na “diferença entre valor de compra e o valor pelo qual cada um dos autores tenham vendido, ou venham a vender as ações no curso da demanda realizando o prejuízo, considerando sempre o que for maior”.

As provas elencadas na petição são decorrentes da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga o esquema de desvios e superfaturamento em contratos da estatal com um suposto cartel de empreiteiras. No texto, os advogados do escritório Villela e Kraemer Advogados citam relatório do Ministério Público Federal que descreve a Petrobras como “organização criminosa”. Em Porto Alegre, o advogado Francisco Antônio Stockinger espera cópia dos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para encaminhar o processo, o que ocorrer isso nos próximos dias. “Alguns acionistas nos procuraram para saber que medidas poderiam ser tomadas decorrentes da desvalorização das ações”, conta Stockinger. Segundo ele, além dos seis que já decidiram entrar na Justiça, há outros interessados.

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