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sábado, 6 de setembro de 2014

Reunião discute poluição da CVI e seus efeitos em moradores de Valença‏...

Imagem de Richard Mas mostra a fumaça que mata não só o cartão postal
Atendendo convite do vereador Reginaldo Araújo, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA), representada pelos diretores Cláudia Silva e Cristiano Fernandes, participou nesta terça-feira (02), no gabinete do vereador, de uma reunião para tratar de possíveis impactos ambientais causados supostamente pela poluição atmosférica da fábrica de tecidos Companhia Valença Industrial (CVI). De acordo com relatos de moradores dos bairros próximos à fábrica, algumas pessoas apresentam irritação na pele e nos olhos supostamente em decorrência da fuligem da queima de madeira em caldeira, que é liberada através de uma chaminé.

A reunião contou ainda com as participações do vereador Tácio Lima, Cláudio Reis, diretor do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e Solange Grisente, diretora da Creche Rosas Vermelhas.

De acordo com Claudia Silva, a fábrica apresentou todas as licenças ambientais e um laudo pericial, expedidos pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), órgão responsável pela liberação e fiscalização da fábrica. Ela afirmou que todas as providências pertinentes a SEMA foram tomadas, inclusive notificando os órgãos de controle ambientais em instâncias superiores, como o próprio IMA, sobre o problema.

O vereador Reginaldo Araújo reconhece a necessidade de um entendimento com a empresa para esclarecer a situação ou, se for o caso, resolver o problema, mas admite que a ação da Câmara de Vereadores não se traduz em macular ou causar prejuízos a CVI, mas sim, buscar uma solução pacífica para a questão que se apresenta. Uma nova reunião, que deverá contar com representantes da CVI, será agendada para os próximos dias para apresentação de propostas visando solucionar o problema.

O assunto não é novo. Sobre o mesmo assunto em 2010 foi lavrado pelo Ministério Público Estadual um Termo de Audiência, que contou com a participação de representantes da CVI, IFBA e moradores dos bairros próximos à empresa. Na ocasião, a CVI se comprometeu a adotar algumas medidas propostas na reunião, a exemplo de aumentar a altura da chaminé e a realização de um estudo para emissão de um novo laudo pericial.

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