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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Estaleiro Enseada do Paraguaçu agita Flica em diferentes frentes...


O casario colonial de Cachoeira foi o cenário perfeito para marujada, manifestação centenária que o Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) trouxe para o encerramento da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na manhã do domingo, dia 27\10. O cortejo, conduzido pelo grupo Fragata Barca Nova de Saubara, agitou as ruas da cidade. Essa foi apenas uma das contribuições do EEP à feira literária que durou cinco dias e pela primeira vez teve uma programação voltada para as crianças: a Fliquinha.

Como um dos patrocinadores da Fliquinha, o EEP promoveu cinco sessões de contação de histórias com a atriz Cássia Vale. A empresa lançou, juntamente com a Brasil com Artes, quatro livros infantis sobre histórias populares nas comunidades quilombolas e trouxe autores quilombolas para autografar os exemplares oferecidos às crianças.

No total, foram 11 os livros lançados na feira. Escritos ou organizados pelo antropólogo Vilson Caetano, da Brasil com Artes, eles são o resultado de pesquisas em campo feitas pelo especialista a pedido do EEP. Foram oito meses mapeando o dia-a-dia de 13 quilombos da região de Maragojipe.

O levantamento de costumes e saberes dos habitantes da área de influência do Estaleiro vem sendo conduzido em diferentes frentes e foi um dos temas da mesa de debates promovida no dia 27\10 pelo EEP. Realizada na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), teve participação dos professores de Lúcia Queiroz, Rosy de Oliveira e Walter Fraga, que falaram sobre “Conceituação sobre culturas de tradição e suas indicações de salvaguarda”.

No estande que manteve na feira, o EEP recebeu cerca de 500 visitantes por dia. Além de distribuir livros para o público, o Estaleiro doou 2.600 unidades para a Prefeitura de Cachoeira. Com a doação, o EEP espera contribuir para a disseminação das tradições, ritos e costumes do povo do Recôncavo baiano. Na Flica, divulgou, em dois dias diferentes, a arte do samba de roda. Dois grupos de sambadeiras e percussionistas vieram diretamente de Santo Amaro de Purificação para alegrar as ruas da Flica.

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