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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Produtos da agricultura familiar de Valença ganham marca para comercialização em supermercados...

Os produtos da agricultura familiar de comunidades rurais de Valença estão ainda mais próximos da mesa dos valencianos. De iniciativa do governo do município, através das secretarias de Indústria e Comércio e da Agricultura, alimentos como a banana da terra, a farinha de mandioca, beijus, biscoitos, entre muitos outros oriundos do trabalho de homens e mulheres do campo terão, a partir de 2015, uma marca de identificação e, através desse instrumento, a sua comercialização facilitada em redes de supermercados da cidade. A iniciativa cria um novo conceito e abre perspectivas para uma próspera relação comercial entre o pequeno agricultor e empresários locais. Pelo menos três supermercados já aderiram ao projeto e se comprometeram comercializar em seus estabelecimentos frutas, verduras, beijus, entre outros. Para isso, os produtos precisam atender as exigências comerciais e da Vigilância Sanitária, ser embalados adequadamente, a partir do que poderão ser expostos em áreas de destaque das lojas. Para Ademir Costa, secretário municipal da Indústria e Comércio, essa iniciativa vai valorizar ainda mais a nossa agricultura e agregar valor aos produtos. “Toda a comercialização será feita através das associações cadastradas”, ressaltou. De acordo com os empresários, somente com a comercialização de hortifrútis, o comércio de Valença movimenta mais de R$ 5 milhões por ano. “Todos esses produtos vêm de outros municípios”, completou Ademir. A criação da marca vai permitir uma movimentação comercial ainda mais intensa, com mais opções para o consumidor.

Hoje, agricultores familiares de Valença já comercializam seus produtos através PAA e PNAE, programas do governo federal, desenvolvidos com a parceria do Município.

Garantindo emprego para mais de 12 milhões de brasileiros, que representam 74% da mão de obra empregada no campo, a agricultura familiar mobiliza as economias locais. Além disso, o setor responde por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária brasileira e 10% do PIB nacional. E tem, inclusive, participação na balança de exportações.

Com políticas públicas para a agricultura familiar, o Brasil é exemplo para outros países. Programas que garantem a produção, comercialização, e acesso a tecnologias, melhoram a capacidade de investimento destes produtores, resultando em crescimento econômico para o País.

Pela lei brasileira (11.326/2006), o agricultor familiar é aquele que produz em área de até quatro módulos fiscais – que varia entre cinco e 110 hectares, dependendo da localidade –, utilizando predominantemente mão de obra da própria família e cuja principal fonte de renda seja originada de atividades econômicas vinculadas ao próprio estabelecimento. A legislação também abrange silvicultores, aquicultores, quilombolas, extrativistas e pescadores.
(Por Magno Jouber - Ascom/governo de Valença)

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