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sábado, 2 de agosto de 2014

Enseada e FIEB apresentam as possibilidades de negócio às empresas da Bahia no setor de petróleo, gás e naval‏...

A Enseada Indústria Naval foi a empresa âncora do workshop “Oportunidades de Negócios na Indústria Naval” realizado no dia 01 de agosto, na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), em Salvador. O encontro faz parte do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores dentro do Projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Petróleo, Gás e Naval da Bahia, que conta também com participação da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), da Petrobras e do Governo do Estado.

Cinquenta e três representantes de empresas baianas compareceram ao workshop, cuja abertura contou com a presença da gerente inovação e Projetos Especiais do IEL, Fabiana Carvalho, do gerente de Relações Institucionais da Enseada, Márcio Cruz, e de Antonio Oswaldo representando a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineraçãodo Governo do Estado da Bahia.

Na primeira palestra do dia, Fabiana apresentou o projeto para aumentar a competitividade e a inserção de empresas baianas na cadeia produtiva de petróleo, gás e naval, e alguns instrumentos de apoio à inovação como, por exemplo, o jogo da inovação, o Inova Talentos e fontes de apoio à inovação. 

POTENCIAIS FORNECEDORES – “Já mapeamos a oferta e a demanda, e identificamos cerca de 700 empresas no estado que teriam potencial de fornecer. Destas 700 selecionamos 160, a grande maioria de pequeno porte, priorizando os segmentos de caldeiraria e usinagem, que é o maior volume, com 80 selecionadas,além de mecânica (34), tubulação (28), eletroeletrônicos (28), tratamento de superfície e pintura, isolamento térmico e equipamento de trabalho em altura. Isso não quer dizer que os outros segmentos não possam participar. Quanto mais extenso for o mapeamento, melhor. Há muita gente presente hoje que nunca tinha vindo a algum evento aqui na FIEB, o que é ótimo”.

Fabiana frisou que as empresas que já estão preparadas podem fornecer direto, mas aquelasque ainda precisam de ajuda poderão contar com a assessoria da instituição. “Temos quatro critérios, que não são excludentes, apenas influenciam na pontuação da empresa. Vamos levar em conta o resultado do diagnóstico, a aderência do produto com a demanda da Enseada, as certificações e o fato de ter sede nos municípios do Arranjo Produtivo Local”.

A gerente do IEL lembrou que o objetivo é ampliar a carteira de clientes dos fornecedores, mas que não pode garantir que a empresa vá efetivar o negócio.“Por isso é extremamente oportuno neste evento não mirar apenas na empresa âncora, mas também em outros fornecedores, num esforço de complementaridade de atuação”.

Por fim, ela apresentou os projetos de inovação, com destaque para o Inova Talentos (www.inovatalentos.com.br), realizado com o MCTI e o CNPQ, onde a Bahia foi o segundo estado com o maior número de projetos aprovados, atrás apenas de São Paulo.

PROJETO SONDAS - Na segunda palestra do workshop, Marcio Cruz apresentou a Enseada Indústria Naval, sua estrutura, o acompanhamento da construção do estaleiro na Bahia e o projeto de construção das seis sondas para o pré-sal, destacando a demanda da empresa até a entrega do último navio, em 2020.

O gerente da Enseada destacou a integração em tempo real entre equipes na Romênia, Japão, Brasil e Estados Unidos que utilizam uma mesma plataforma tecnológica, possibilitando que o projeto 3D de modelagem seja alterado em diferentes partes do mundo, em tempo real. Após detalhar a engenharia, Marcio apresentou a estrutura de suprimentos e a estratégia da empresa, dividindo o escopo entre sistemas marítimos (equipamentos e bulk materials + outfittings) e três grandes pacotes: elétrico, perfuração e acomodações + HVAC (aquecimento, ventilação e ar condicionado).

Através de fotos, vídeos e maquetes, Marcio Cruz mostrou aos participantes do evento as várias possibilidades de fornecimento para as seis sondas da Enseada, principalmente no segmento de caldeiraria. No caso das acomodações, ele destacou a integração do primeiro módulo de habitação ao casco, que acontecerá na Bahia, gerando muitas oportunidades de negócio para as empresas locais. “Estamos criando um manual de orientaçãopara fornecedores junto ao IEL”.

Durante a sessão de perguntas, o executivo ressaltou que a implantação do estaleiro em Maragojipe também cria empregos, fomenta a capacitação profissional e desenvolve o empreendedorismo no entorno do estaleiro, com a criação de restaurantes, hotéis, pousadas e outras atividades na prestação de serviços.

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