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sexta-feira, 22 de junho de 2012

SER POLICIAL…

Helton Brandão
Sargento Helton Brandão no início da carreira

Às vezes, me pego refletindo, e, questionando o que é realmente “SER POLICIAL”?

De imediato me vêm reflexões instantâneas, as quais são: a maneira como me vejo e defino, e a maneira como a sociedade me vê e me define.

Para a sociedade SER POLICIAL é estar presente nos momentos que ela mais necessita, podendo oferecer a tão agradável sensação de segurança, a qual há muito tempo não é observada pelas pessoas; por outro lado, muitos acreditam que SER POLICIAL é ganhar o dinheiro, pago por eles, e por nós também, é claro, segundo essa mesma sociedade, sem o mérito devido; é “passear” de viatura gastando o combustível do estado; é incômodo quando está por perto, sendo olhado atravessado por muitos, e, indispensável quando esta distante, e se sente a sua falta pela necessidade urgente que clama por ajuda.

Ah, SER POLICIAL! SER POLICIAL é poder vestir aquela farda, colocar os apetrechos, assumir mais um dia de serviço se sentindo o mais poderoso de todos os super heróis; é poder atender a uma ocorrência, lograr êxito e ser recompensado com um sorriso de canto de boca da pessoa a quem você serviu, da criança que te viu passar, do adulto, do idoso ou de qualquer outra pessoa que te abençoa e intercede a Deus por sua proteção; é ter convicção que está fazendo a coisa certa, tendo milésimos de segundos para decidir, mesmo que a decisão não tenha sido a mais acertada para aquela particular ocasião; é poder voltar pra casa no fim de mais uma jornada de trabalho, ser abençoado pelos pais, recebido pelos filhos, acalentado pela esposa, sendo revigorado depois de um dia estressante para posteriormente voltar ao exercício de sua incessante atividade; é buscar forças para ficar de pé, nos momentos em que tudo lhe faz ser jogado pra baixo; é socorrer, interferir, ser imparcial, mesmo que essa imparcialidade não seja visualizada por aqueles envolvidos em uma ocorrência; é ser duro e rígido quando precisa ser duro, e, ser flexível e “coração mole” quando também é necessário; é prezar pela legalidade, justiça e bom senso, mesmo quando muitas vezes esses critérios e conceitos não são disponíveis para nós; acima de tudo, SER POLICIAL, é ser gente, ser humano, e, que como todo ser humano tem as mesmas necessidades, desejos, qualidades e sobretudo defeitos, os quais devem ser entendidos e observados pela sociedade, sem contudo, ser motivo de humilhação e desdém para uma classe tão indispensável para a existência dessa mesma sociedade.

Apesar dos pesares, tenho muito orgulho de estar como membro de uma corporação composta por policiais, e, acima de tudo, me orgulho e sou feliz em: SER POLICIAL.

*Helton Vinícius Brandão de Castro, pedagogo graduado pela UNEB desde 2005, especialista em Metodologia do Ensino Superior pela FACE, bacharelando em Direito pela UNEB, Sargento da Polícia Militar da Bahia desde 1998, POLICIAL.

2 comentários:

  1. Sensacional, Sargento Helton! Você dignifica não só a corporação da Polícia Militar, mas todos àqueles que tem a honra de conhecê-lo, pois você é um bom pai, um bom filho, um ser humano com uma alma extraordinária, de índole pacífica e cativante. Falo isso não apenas por mim, mas também por meus companheiros do curso de direito, que tem em sua pessoa uma referência de liderança, de inteligência e de amizade. Parabéns! Tenho orgulho em ter-lhe como amigo!

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  2. Fico muito feliz em ler matéria tão pertinente, bem redigida que consegue reunir em poucas palavras a missão árdua de ser um bom e competente policial. Vc eh especial maridão!

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